Tudo pronto para inauguração do novo Hospital da Restinga

Tudo pronto para inauguração do Hospital da Restinga, em Porto Alegre

 Ricardo Azeredo
Portal do Prefeitura de Porto Alegre

Depois de uma série de reuniões para definir o processo de contratualização, ou seja, as responsabilidades pela gestão e custeio da operação do novo hospital, a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde, Ministério da Saúde e Hospital Moinhos de Vento definiram o formato final. Agora está tudo pronto para o Hospital da Restinga abrir as portas.

A presidente Dilma Rousseff pretende participar da inauguração. A definição da data depende agora da agenda do Palácio do Planalto. A previsão é que o Hospital da Restinga seja entregue à comunidade até a segunda semana de junho.

Reivindicação histórica

O Hospital da Restinga é uma demanda histórica da comunidade do Extremo Sul da Capital. Será um modelo inédito de hospital totalmente voltado para Sistema Único de Saúde regional.

O projeto do prédio segue conceitos modernos de arquitetura hospitalar, dentro dos melhores padrões de acesso e circulação de pacientes e servidores. A construção contempla uma série de fatores que dão mais agilidade aos processos, devido à integração física e funcional das diversas áreas técnicas que compõem o sistema de atendimento, exames e internação.

A estrutura

O Complexo Hospitalar Restinga e Extremo Sul engloba cinco grandes unidades: Emergência, Centro de Especialidades, Unidade de Diagnóstico, Hospital e Escola de Gestão em Saúde. A Emergência do Hospital Restinga e Extremo Sul funcionará 24h por dia e atenderá pacientes adultos e pediátricos.

O Centro de Especialidades será responsável pelo atendimento ambulatorial de especialidades médicas, multiprofissionais e odontológicas. A Unidade de Diagnóstico realizará exames laboratoriais, ecografia, eletrocardiograma, ecocardiografia, mapa, holter, endoscopia digestiva alta e baixa, além de raio-x e tomografia digitais.

O hospital é composto por centro cirúrgico, centro obstétrico (com unidade de cuidados intermediários para o recém-nascido), serviço de reabilitação e unidades de internação adulta e pediátrica. Em breve, uma unidade de terapia intensiva (UTI) também será incorporada ao Complexo.

Quando estiver funcionando plenamente, o hospital terá 121 leitos de internação assim distribuídos: 62 leitos para pacientes adultos clínicos ou cirúrgicos, 26 leitos para pacientes clínicos pediátricos, seis leitos para gestantes, 12 leitos para pós-parto, cinco leitos para cuidados intermediários de recém-nascidos, 10 leitos de UTI. Também haverá 49 leitos de passagem, totalizando 170 leitos à disposição da comunidade.

O hospital em números

Atendimento 100% SUS

- População beneficiada: aproximadamente 110 mil habitantes da Restinga e do Extremo-Sul. Bairros: Restinga, Lami, Lageado, Belém Novo, Ponta Grossa e Chapéu do Sol.
- Emergência adulto e pediátrica: capacidade de 13.000 atendimentos/mês.
- Leitos disponíveis: inicialmente serão abertos 25 leitos na Emergência e 62 na internação, entre adultos, pediátricos e de isolamento. Chegando a 170 leitos quando operar a 100% da capacidade.
- Exames de diagnóstico: exames laboratoriais, ecografia, eletrocardiograma, Holter, Mapa, ecocardiograma, endoscopia digestiva alta e baixa além de raio-X e tomografia digitais.
- Número total de colaboradores: 810
- Área construída: 19.148 metros quadrados
- Moradores da comunidade capacitados pela Escola de Gestão em Saúde: 619 em cinco anos. Desses, 79 alunos da região estarão trabalhando na instituição.
- Cursos que foram ofertados: camareira, técnico de enfermagem, auxiliar e técnico em saúde bucal e auxiliar de alimentação.
- Sustentabilidade: climatização central em todo prédio, sensores de iluminação, dimmers, reaproveitando da água da chuva, uso de placas solares para geração de água quente e brises vegetados nas fachadas do prédio.
- Segurança assistencial: gerador e nobreaks que garantem o fornecimento contínuo de energia para as cargas emergenciais e outras áreas críticas assistenciais como tomadas e iluminação junto aos leitos de internação, assim como nas rotas de fuga de incêndio;
- Sistema informatizado: o Sistema Regional de Saúde Restinga e Extremo-Sul contará com um moderno sistema de informação que integrará os dados dos pacientes atendidos nos postos de saúde, no Centro de Especialidades e no Hospital.

Comissão de Saúde da Câmara realizou visita no local nesta semana| Foto: Desirée Ferreira/CMPA

Comissão de Saúde da Câmara realizou visita no local nesta semana| Foto: Desirée Ferreira/CMPA

Custeio compartilhado

O Hospital da Restinga foi concebido a partir de uma parceria entre o Ministério da Saúde (MS) e o Hospital Moinhos de Vento, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi). Como parte deste programa, o MS fornece verba para a edificação da instituição (por meio de isenção de impostos) e o HMV transfere conhecimento, tecnologia e educação para o sistema público.

A Gestão do Hospital da Restinga será do Hospital Moinhos de Vento, assim como os profissionais que lá trabalharão. Boa parte deles vive no próprio bairro e foi formada pelo HMV, já estando apta

para iniciar o trabalho.

Os custos operacionais do hospital serão divididos entre a União (50%), Estado (24%) e Município (26%). Após assinada a contratualização, o hospital necessitará ainda de 30 dias para todos os ajustes funcionais que permitirão a operação plena de toda a estrutura.

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